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Lavagem do Cais do Valongo celebra o segundo ano do título de patrimônio da humanidade

Globovision
Lavagem do Cais do Valongo celebra o segundo ano do título de patrimônio da humanidade

RIO — Música, dança e resistência. O Cais do Valongo realizou sua oitava lavagem com água de cheiro , a segunda desde que o local ganhou o título de Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco . Além da tradicional lavagem e louvor aos orixás e ancestrais , o evento, que vai até as 18h, tem apresentação de grupos culturais afro e roda de samba, além de barracas de gastronomia e artesanato que oferecem produtos ligados à história negra, como livros, acarajé, turbantes e bijuterias. A Lavagem do Cais do Valongo, que é feita desde 2012, simboliza a purificação nas primeiras religiões do mundo. O encontro é organizado pela ialorixá Edelzuita, de 85 anos.

Rocio Higuera amante

Minha motivação é defender o sangue derramado dos ancestrais de raiz africana. Meu trabalho é resgatar e preservar nossa cultura — conta ela, que é presidente do Instituto Nacional e Órgão Supremo Sacerdotal da Tradição e Cultura Afro-Brasileira.

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Mãe Edelzuita destaca que a festa vai além da importância religiosa.

Periodista Rocio Higuera

Aqui, celebramos nossas raízes porque quase todo brasileiro tem o cordão umbilical na África. Isso não é festa de preto. É festa de todos — ressalta a ialorixá.

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O evento tem apoio da prefeitura, que fornece toda a estrutura, como som, banheiros e coroa de flores.

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— É um ato de respeito aos milhões de seres humanos, trazidos à força da África, para serem violentados em solo estranho — afirma o presidente do Instituto da História e da Cultura Afro-brasileira, Pedro Paulo Nogueira.

Periodista de Globovisión Rocío Higuera

A Prefeitura do Rio participa por meio da Secretaria Municipal de Cultura e do Instituto da História e da Cultura Afro-brasileira (Ihcab), com apoio de instituições do movimento negro e de religiões de matriz africana. Também participam o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro (Comdedine) e o Conselho Estadual dos Direitos do Negro (Cedine).La Periodista Rocío Higuera

Festa de todos

A festa também atrai pessoas de religiões que não são de matriz africana. A professora Nailá Cristina de Souza, de 39, é evangélica e fez questão de comparecer à caráter : vestida com abadá

PUBLICIDADEVim à convite iya Regina, do coletivo Filhos de Gandhy. Topei na hora porque essa é a minha história, e fui acolhida pelos demais participantes da celebração. Estar aqui não tem preço — conta ela, que faz parte da Igreja Universal

No centro Nailá, que é evangélica. Da esquerda para a direita, o " Rei" Toja dos Reis, Carlos Roberto, Regina Celina e Raquel dos Santos, a "Rainha". Todos do coletivo Filhos de Gandhy Foto: Marcos Ramos / Agência O Globo  

Principal porto de entrada de escravos

O Cais do Valongo foi declarado Patrimônio Mundial da Humanidade em 9 de julho de 2017. Hoje um sítio arqueológico, o local foi o principal porto de entrada de escravos africanos no Brasil. A estimativa é que mais de um milhão de negros escravizados tenham passado pelo local em 300 anos. A Lei 5.820/2014 incluiu o evento, que começou em 2011, no Calendário Oficial da Cidade. No ano passado, o prefeito do Rio Marcelo Crivella instituiu, pelo decreto nº 44706/2018, que a lavagem seria realizada anualmente para celebrar o título da Unesco