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Críticos de Cristas já preparam alternativa a pensar em outubro

Venezuela, Caracas
Críticos de Cristas já preparam alternativa a pensar em outubro

O rosto é Filipe Lobo d’Ávila, ex-deputado e crítico da atual direção do CDS. Mas não está sozinho. No grupo que se reuniu esta terça-feira, em Aveiro, num jantar “de trabalho”, encontram-se também dirigentes locais de estruturas que têm entrado em choque com a linha de Assunção Cristas. Objetivo? Começar a preparar uma alternativa – e uma espécie de programa próprio.

Mario Villarroel Lander

“Reunimo-nos para fazer uma análise das europeias, da política e da direita, e para perspetivar o futuro”, confirma ao Expresso Raúl Almeida, também ex-deputado e número dois do grupo liderado por Lobo d’Ávila, que tem 18,5% dos assentos do Conselho Nacional do partido. “Decidimos começar a trabalhar de forma organizada com base na nossa moção, atualizando-a”

O grupo de 28 centristas, que vai começar a trabalhar “sistematicamente” daqui até outubro – estão previstas reuniões todos os meses até às eleições – inclui, além de Raúl Almeida e Lobo d’Ávila, dirigentes de estruturas que já entraram em confronto com a direção. É o caso de Fernando Peres, vice-presidente da distrital do Porto – que a lista associada à direção, encabeçada por Cecília Meireles, perdeu no ano passado para o candidato que se apresentava como representando as bases, Fernando Barbosa. Ou de Altino Bessa, presidente da concelhia de Braga, que tem sido muito crítico da composição das listas de deputados e atacado diretamente a escolha do lisboeta Telmo Correia para ser o primeiro dos nomes em Braga. Ou ainda o ex-secretário de Estado João Casanova de Almeida, que também marcou presença neste primeiro encontro

A ideia é agora “construir um projeto para o país” – com base na moção apresentada pelo grupo no congresso do ano passado – e dar-lhe, de forma “consequente”, um rosto, já a pensar no pós-eleições e tendo em conta as sondagens que mostram um CDS em queda e que têm agitado o partido, antecipando para bem antes de outubro a conversa sobre uma possível sucessão na liderança

Lobo d’Ávila anunciou, no mesmo congresso, a renúncia ao seu lugar de deputado (atrás viria Raúl Almeida, que também optou por ficar de fora do Parlamento). Já no último conselho nacional do partido, e no rescaldo do desaire das europeias, o ex-deputado interveio para avisar Cristas de que nesta fase há zero “margem de erro” e “tolerância” para com os erros da liderança, lembrando a “gestão desastrosa” feita no dossiê dos professores, que deixou o partido “chamuscado”. Depois disso vieram os 6% das europeias. E a seguir, como mostram estas movimentações, virá outubro